Coluna Revisitando a História: Canguçu, 161 anos de desenvolvimento

Revisitando a História

Fiquei feliz ao receber o convite para escrever neste espaço destinado a rever a história do nosso município e gostaria de agradecer, por confiarem a mim tão importante tarefa. Particularmente acho muito gostoso escrever sobre a minha cidade pois sou uma pessoa saudosista, gosto de poesias, de fotografias, de lembranças.

Considero importante relembrar pessoas, reviver momentos, rememorar fatos que muitas vezes podem ter sido considerados irrelevantes ou pouco expressivos, mas com o passar do tempo, ao serem lembrados, muitas vezes com riqueza de detalhes, acabam por tornar-se imensamente importantes simplesmente porque resistiram ao tempo e uma vez escritos são capazes, de nos remeter a um passado feliz e saudoso, ou ainda nos possibilita trazer para perto de nós pessoas queridas ou momentos importantes.

A oportunidade de escrever esta coluna sobre a história local significa a possibilidade de dar evidência a temas e sujeitos que não tem visibilidade na chamada historiografia oficial, ou seja, aqueles que não encontramos nos livros de história ou ainda, aqueles fatos que, por não serem considerados relevantes, acabam caindo no esquecimento.

A coluna Revisitando a História, a cada nova edição, convidará os amigos leitores a lançarem um olhar para o passado deste que figura entre os primeiros municípios a serem criados no Rio Grande do Sul, tendo sua história sido intensa antes mesmo do lançamento da pedra fundamental da Capela Curada de Nossa Senhora da Conceição, reconhecida como o marco inicial do município.

Nesta primeira edição quero apenas homenagear o nosso Canguçu que comemora, no dia 27 de junho, os seus 161 anos de emancipação política, dizendo que nesta data festiva temos sim muito a comemorar, pois ao longo das gerações canguçuenses lutaram muito para chegarmos ao desenvolvimento que temos hoje.

Com certeza podemos apreciar, com orgulho, o desenvolvimento de nosso município, as suas belezas naturais e a natureza pacífica e ordeira do seu povo, pois somos um município onde diversas culturas se irmanam e contribuem para que nossas raízes sejam preservadas.

Peço a Nossa Senhora da Conceição, que te abrace com carinho, que proteja tua terra e tua gente e
possas crescer cada vez mais, proporcionando a teus filhos oportunidades de fincarem raízes bem firme no teu chão.

SOBRE A COLUNISTA:: Miriam Zuleica Reyes Barbosa, formada em História pela Universidade Católica de Pelotas, é Professora da Rede Municipal e Acadêmica da ACANDHIS (Cadeira nº 6). Zuleica mantém em paralelo seu blog De Cangussú à Canguçu, Muitas Histórias.

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